Procurar:

 

ANTT AUTORIZA REAJUSTE DO PEDÁGIO DA BR-040
31-Ago-2010-Tarifa para carros de passeio passa para R$ 7,70 na sexta-feiraA Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou o ...

CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - DELIBERAÇÃO Nº 98, DE 26 DE AGOSTO DE 2010
27-Ago-2010-

Fiscalização do transporte de criança começa dia 1°
26-Ago-2010-No dia 1° de setembro será iniciada a fiscalização das novas regras para o transporte de ...

Viaduto São Luiz, em Caxias, terá mão única a partir de sexta-feira, dia 27
26-Ago-2010-A Concer adotará mudanças operacionais no Viaduto São Luiz, no km 119 da BR-040, em Duque ...

Grupo CCR firma parceria com a Fundação Gol de Letra, dos ex-jogadores Raí e Leonardo
25-Ago-2010-Empresa apoiará projetos realizados pela instituição no bairro do Caju, no Rio de Janeiro

 

Abastecimento Urbano e a Restrição ao Caminhão

Abastecimento Urbano e a Restrição ao Caminhão        
18-Jul-2008

 

Mais de 400 pessoas participaram do 19º Fórum Paulista do Transporte - Abastecimento Urbano e a Restrição ao Caminhão, realizado pelo SETCESP, nesta quinta-feira (19), que contou inclusive com a participação do presidente da FETRANSCARGA, Eduardo Rebuzzi, entre os palestrantes. O presidente do SETCESP, Francisco Pelucio, falou da publicação do segundo Decreto nº 49.636/08, ocorrida na quarta-feira, que implanta o rodízio do Veículo Urbano Carga (VUC) na Zona Máxima de Restrição a Circulação (ZMRC), em dias pares e ímpares. "Continuaremos na luta contra as medidas restritivas da prefeitura e vamos continuar trabalhando para buscar reverter o atual quadro", ressaltou Pelucio.

 

Ponto de vista do transportador

Para mostrar a visão do transportador sobre o impacto da restrição ao veículo de carga, o ex-presidente do SETCESP, Urubatan Helou, disse: "Somos nós os transportadores que sofremos as conseqüências com esses decretos implantados. Somos um setor pulverizado, não existe consolidação. O caminhão não é o vilão, nós somos as vítimas, pois arcamos com o custo operacional do trânsito", afirmou. Helou ainda lembrou que a questão do abastecimento urbano não se revoga por decreto.

Com relação ao trânsito, Helou comentou que a mercadoria vai chegar ao seu cliente, seja por kombi ou vans. "Esse rodízio de veículos de placa ímpar só circular nos dias ímpares e os de placa par, nos dias pares, só vai induzir ao aumento da frota e, conseqüentemente, do trânsito na cidade de São Paulo". Helou disse não haver cabimento no rodízio nas marginais, especialmente porque o Rodoanel não está pronto. "Filas de caminhões serão formadas e entupirão as cidades circunvizinhas para esperar o horário que eles poderão passar".

 

 

Ponto de vista do embarcador

O superintendente do ECR Brasil, Cláudio Czapski, apresentou a visão do embarcador nesta questão de abastecimento urbano. "Esses decretos provam que as autoridades públicas não estão trabalhando por nós e sim contra, onerando ainda mais o transporte e a cadeia produtiva", argumentou.

Czapski falou de alguns impactos, como o "represamento" da carga no embarcador ao longo do dia; capacidade de armazenagem e local para estacionamento; necessidade de transbordo em situação inadequada, disponibilidade de recebedores no período da noite, mudanças na embalagem de muitos produtos, incremento de prazos de entrega, perda de clientes, custo final do produto e os riscos.

Abordou, também, algumas situações críticas que surgirão, como dificuldades de controle e fiscalização; falta de infra-estrutura, especialmente para estacionamento; congestionamento em zonas e horários críticos. A conclusão de Czapski é de que medidas de restrição são inevitáveis, mas que mudanças no ambiente operativo demandam agilidade, preferencialmente com respostas planejadas, baseadas em análises de cenários. Em algumas situações, pode-se encontrar oportunidades. No âmbito da empresa e da cadeia produtiva, devemos procurar minimizar os impactos. "Vamos buscar alternativas com associações políticas e técnicas, como já estamos nos mobilizando", disse.

 

Visão do técnico

Na visão de técnico especialista, o ex-presidente da CET e diretor do Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), Nelson Maluf El Hage, ressaltou a falta de conhecimento do cidadão e da autoridade pública sobre o que é carga e abastecimento. "São muitos tipos de carga, um mundo de características diferentes e ninguém vê a carga, só o caminhão e isso causa erros. Erros de enfoque, ao invés de entender a carga", enfatizou. El Hage propôs um desafio: que o SETCESP se envolva permanentemente no setor público, dando informações de conhecimento do setor e experiência na prática, não só em momento de crise, e force o governo a tomar mais atitudes e ter mais especialistas com conhecimento de transporte rodoviário de cargas, uma forma de influenciar mais o setor público. "Vamos ter que vivenciar algum tipo de restrição, o desafio é como nos preparar. Às vezes, da crise, nasce uma solução", disse El Hage, para quem as autoridades deviam dar mais importância para a carga, já que São Paulo tem grande participação na economia, no Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

 

Experiência carioca

Ao falar da experiência carioca face às mais recentes restrições, o presidente da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro - FETRANSCARGA, Eduardo Rebuzzi, ilustrou inicialmente como está a cidade do Rio de Janeiro após a implantação da restrição à carga e descarga, exibindo fotos de várias ruas e avenidas em que os carros não respeitam as placas e estacionam erradamente, a despeito da sinalização.

Rebuzzi explicou que o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, publicou o Decreto nº 29.231, em 24/04/08, proibindo a circulação de veículos de carga e a operação de carga e descarga nos períodos compreendidos entre 06h às 10h e 17h às 20h, de segunda-feira a sexta-feira, em dias úteis, no interior da área delimitada pela orla marítima e em determinadas vias. Posteriormente, publicou o Decreto nº 29.250/08, de 6 de maio de 2008, estabelecendo que as empresas que receberem mercadorias por vans, kombis ou caminhonetas terão seus alvarás cancelados.

 

Ressaltou que FETRANSCARGA e SINDICARGA desenvolveram várias ações, como a busca de diálogo com o Poder Executivo e autoridades municipais. Promoveram reuniões com as entidades envolvidas no abastecimento urbano e provocaram, junto ao Poder Legislativo, uma audiência pública na Câmara dos Vereadores, com a presença de líderes empresariais, autoridades e executivos, para debater o tema. Como último recurso, ambas as entidades colocaram à disposição seus respectivos quadros de advogados para que as empresas associadas pudessem entrar com um pedido de mandato de segurança individualmente. Rebuzzi concluiu que as conseqüências no Rio de Janeiro estão sendo mais veículos menores nas ruas, multas e um aumento de custo. "Soluções pouco ortodoxas", completou.


Veja o vídeo pelo link abaixo:
http://www.ntcelogistica.org.br:80/mc/default.asp?cod=728&codeve=0
Atualizado em ( 16-Out-2009 )

FEDERAÇÃO DO TRANSPORTE DE CARGAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Rua Jequiriçá, 167, Térreo - Penha - Rio de Janeiro - RJ - 21020-350
CNPJ: 05.533.967/0001-52 - Telefone: (21) 3194-5555 - Telefax: (21) 3869-8073