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RENOVAÇÃO DA FROTA DE CAMINHÕES, UM PROJETO DE ESTADO

O Brasil não pode continuar convivendo com uma frota de caminhões velha, cerca de 44% com mais de 20 anos de idade e, destes, 20% com mais de 30 anos. Quase a metade de nossa frota de caminhões não deveria mais estar circulando nas rodovias e vias urbanas do país.

Falamos em 600.000 caminhões que possuem tecnologias obsoletas; apresentam mais defeitos mecânicos e problemas que afetam diretamente a fluidez do tráfego, a segurança das pessoas e do patrimônio; consomem mais combustível e insumos, e emitem mais poluentes atmosféricos.

Não existe dúvida de que este é mais um grande problema a ser enfrentado, aliado a tantas outras mazelas nacionais – como a falta de infraestrutura adequada –, que criam gargalos logísticos e clamam por solução urgente, sob o risco de não podermos crescer no ritmo requerido e projetado pela economia.

Dentro das inúmeras atribuições que cabem à Confederação Nacional do Transporte – CNT, com o objetivo de apresentar idéias e projetos ao Governo Federal, foi desenvolvido o RENOVAR – Plano Nacional de Renovação de Frota de Caminhões, que consolida mecanismos econômicos, financeiros e fiscais, e dá ênfase a um programa especial de crédito ao transportador, com vistas à retirada de veículos ultrapassados de circulação.

Trata-se de um amplo projeto, com benefícios ambientais, sociais e econômicos, inclusive com a reciclagem do metal que compõe os veículos sucateados, resultando em melhoria da qualidade do ar, redução de acidentes e congestionamentos, aquecimento do mercado, fortalecimento da indústria e tantas outras vantagens que podem ser alcançadas a médio e longo prazo.

Para melhor entendimento do caos de que se está falando, se forem substituídos 30.000 caminhões por ano, a frota com mais de 30 anos não será jamais reduzida, pois, embora estes saiam do cenário, significativo número de “novos” veículos ingressa nessa categoria, mantendo o ranking negativo praticamente inalterado.  a cada ano, nessa “classe sênior”. Se o sucateamento for ampliado para 50.000 por ano, essa frota só será eliminada das vias nacionais num prazo estimado de 13 anos. A contar de hoje, pasmem, estamos falando de 2024!

Ou seja, o Brasil não pode mais esperar, e todos os segmentos econômicos diretamente envolvidos e a própria sociedade organizada precisam se unir e se mobilizar nessa direção. Trata-se de um Projeto de Estado, e o Governo Federal não pode ficar insensível a esse quadro. Nem nós!

Temos que acreditar, trabalhar e cobrar.



Eduardo F. Rebuzzi
Presidente da FETRANSCARGA
rebuzzi.presidencia@fetranscarga.org.br                                                                                                                 > Retornar



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