Fonte: CLIPPING – Seleção das principais notícias de trânsito e transporte – FERNANDO PEDROSA
No último dia 11 de maio, a ONU e a OMS lançaram a “Década de Ação para a Segurança nas Estradas”, incentivando os governos dos países membros a se dedicarem, até 2020, à redução dos acidentes de trânsito. Segundo dados das organizações, 1,3 milhões de pessoas morrem por ano devido à violência no trânsito, o que significa uma morte a cada 30 segundos.
Se as estatísticas mundiais são alarmantes, as que dizem respeito ao Brasil são ainda mais.
Estamos entre os seis países que mais registram mortes. No Rio Grande do Sul, em 2010, foram mais de 1.700 óbitos e 50 mil lesões.
A maior destruição, porém, não está explícita nos números: famílias amputadas de seus afetos, e sequelas decorrentes dos traumas acabam por frear sonhos e alterar os rumos dos projetos de vida. Além disso, o sentimento de perda é sentido numa das maiores alavancas de desenvolvimento social, o potencial de trabalho. Isso porque os jovens correspondem a 10% da população. Só que na proporção de acidentes fatais, eles são 30% do total. É um número assustador! Jovens de 18 a 29 anos com futuro interrompido; famílias devastadas em termos emocionais e materiais.
Dados da OMS apontam que, para cada morte no trânsito, 11 pessoas ficam sequeladas, 38 são internadas e 380 precisam ser atendidas em emergências. A maioria das mortes no trânsito é causada por motoristas alcoolizados ou drogados, seguida pela falta do cinto de segurança e excesso de velocidade. Os profissionais de plantão nas emergências conhecem as consequências desses traumas, e agora alertam e orientam a população colaborando com ações, pesquisas e cobrando medidas de prevenção e melhoria nos atendimentos de socorro. É por esta razão, que a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT associou-se à Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro lançada em Brasília e apoia o Comitê para a Segurança apresentado pelo governo gaúcho.
Lançando um olhar mais otimista sobre o RS, encontramos o respeitado trabalho da Fundação Thiago Gonzaga, que vem se destacando nacionalmente por seus projetos e, principalmente, resultados. O símbolo do “Vida Urgente”, a borboleta, é a marca de um trabalho exitoso e representa o verdadeiro ideal de luta contra a violência no trânsito. Já por parte dos meios de comunicação, o Grupo RBS também tem tido um papel fundamental para a maior conscientização de motoristas e pedestres com a campanha “Violência no Trânsito – Isso tem que ter fim”. O lema desta campanha mundial inédita é “Acreditar, Ousar e Agir”. Acreditar que nós – sociedade – dispomos de recursos para colocar em prática ações de prevenção e educação; ousadia para exigir das esferas públicas e demais setores responsáveis, iniciativas concretas e fiscalização. Agir, e também interagir: entidades médicas, pais e educadores. Queiramos ou não, é chegado o momento de recalcular rotas com medidas integradoras. Trabalhemos, pois, pela década do trânsito seguro, uma ação de longo prazo que necessita de resultados quase imediatos.
*Presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
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RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 400/2012 - D.O.U. de 20/03/2012