Fonte: Transporta Brasil, com edição da NTC&Logística
Escrito por Caroline Figueira
A busca por motoristas qualificados está se tornando cada vez mais uma missão impossível no Brasil. A falta de mão de obra para conduzir os caminhões é uma preocupação que atinge todos os segmentos do transporte, e as empresas têm buscado alternativas para formar seus próprios motoristas e trabalhar programas de retenção de talentos internamente.
O tempo de formação de um condutor de caminhão, seja de qualquer categoria de peso, é um fator muito importante. Condutores que saem das auto-escolas com a CNH categoria D ou E não passaram pelas situações ao volante que realmente testam e formam a habilidade, o senso de direção defensiva e a segurança no comando do caminhão.
A jornada de trabalho do motorista de caminhão será um dos assuntos discutidos na FENATRAN, que acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, entre os dias 24 e 28 de outubro.
Em Guarulhos, na região Metropolitana de São Paulo, existe um centro de treinamento que oferece equipamentos de simulação que são referência no mundo. O centro é responsável pela maioria das horas de treinamento de pilotos de aviões comerciais e conta com simuladores de diversos modelos de aeronaves.
Utilizando a mesma tecnologia dos simuladores aéreos, o centro de treinamento da Motorize, empresa brasileira que desenvolve os equipamentos e ministra os treinamentos em sua estrutura, oferece uma solução de formação de motoristas em até 30 dias.
A Motorize tem uma parceria técnica com a empresa canadense fabricante das máquinas, que transfere a tecnologia para os simuladores de caminhões e ônibus, em parceria também com a MAN Latin America, que oferece a certificação de tropicalização do software e dos componentes do simulador do Constellation 19320.
“A questão é realmente como suprir o atual blackout profissional do transporte rodoviário de cargas brasileiro. Estimamos que existam cerca de 120 mil vagas abertas, principalmente no segmento de carreteiros. O objetivo da Motorize é utilizar a simulação como forma de capacitação de mão de obra, uma ferramenta de ensino”, explica Ricardo Zappelini, diretor Executivo da empresa.
Ricardo conta que a carga horária do curso com o simulador tem 90% de aulas práticas. “Com isso, podemos reciclar a atual mão de obra que está no mercado, tirando alguns eventuais vícios de condução do profissional, e formar novos condutores profissionais, desde que a pessoa já tenha a carteira categoria D ou E”, diz o diretor.
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RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 400/2012 - D.O.U. de 20/03/2012